Um absoluto clássico da computação! Escrito originalmente como um conjunto de ensaios e publicado em 1975, é incrível como, 50 anos depois, muitos insights continuam relevantes. Segundo o próprio autor, isso acontece porque a tecnologia muda, mas as pessoas não — e o foco do livro é justamente pessoas.
Alguns insights centrais, que valem um texto mais aprofundado no futuro:
- Brook's Law: adicionar mais pessoas a um projeto de software atrasado só faz com que ele atrase ainda mais.
- A unidade homem-mês é um mito: esforço e progresso não são intercambiáveis. Pessoas-mês só substituem tempo de calendário quando as tarefas são perfeitamente particionáveis e sem comunicação entre elas — o que quase nunca descreve software real.
- Integridade conceitual de sistemas: É melhor ter um conjunto coeso de ideias, mesmo abrindo mão de algumas funcionalidades boas, do que juntar várias ideias independentemente boas mas descoordenadas
- Complexidade acidental vs essencial: parte da complexidade é inerente ao problema (essencial); parte é artefato das nossas ferramentas (acidental). Como a maior parte da dificuldade é essencial, nenhum avanço isolado entrega ganho de ordem de magnitude — a famosa tese do "No Silver Bullet".